quinta-feira, 22 de julho de 2010

CASA

Minha casa não tem porta, minha casa não tem telhado, minha casa não tem janelas.

Ultimamente minha casa não tem sido um atrativo para mim. Não tem sido meu porto, aonde eu atraco prazerosamente...onde e sorrio, como e durmo.
Sinto, mas quando chego em casa, um lugar apenas tem a porta aberta para mim, meu quarto. Quando minha mãe está sentada na sala com seu namorado, minha vontade de ficar la some, o único lugar para que o Pedro quer ir é o quarto. Quando estão dormindo, a casa é minha, mas ainda assim não me oferesse nada de atrativo, pois.
E meu quarto? Por que se mostra sempre tão convidativo para mim? Besteira.
Em verdade, só me é convidativo porque é onde me tranco e ninguém mais entrar, deveria ser. Ainda assim, melhor que permanecer em um corredor ou em um banheiro. No entanto continua sendo lixo, quero dizer, atrativos zero. Tudo o que me pertence no momento se mostra desprezivel, isso refiro as minhas idéias em geral, meus feitos.
Azar. Sou extremamente azarado, quero dizer, tive uma idéia perfeita, executei-a da melhor maneira que pude, não deu certo por três vezes. Se alguma outra pessoa tivesse tido a idéia, ou mesmo executado-a, sairia perfeito com certeza.
Esse é meu manifesto contra essa força que move a vida do Pedro! Sim!
Cansei de ficar a deriva, cansei de tudo ferrar para mim!
E fodam-se vocês que desprezam a autopiedade, aturei isso demais pra ficar preocupado com autopiedade isso, autopiedade aquilo, se me julgam de qualquer forma, vão a merda...e vão merda vocês também que se compadecem. Pensam que sou um coitadinho bonitinho.....de forma alguma, sou mau, sou feio, sou quase um ogro, se permanecer demais ao meu lado, te devoro e palito os dentes com suas costelas. Seus dentes viram brincos!
Sempre me disseram que se eu fizesse por merecer as coisas ajeitariam...e aí?!
parei de fazer tudo o que consideravam mau...parei de fumar, parei de usar drogas, parei de qualquer coisa que seja...e aí! AS COISAS CONTINUAM FUDENDO!
VEJA SÓ O PORQUE: SOU UM FUDIDO, MEU AMOR!
BOA NOITE.

**DESCULPAS AOS LEITORES, NESSE POST EU ME EXCITEI MUITO.

My home has no door
My home has no roof
My home has no windows
It ain't water proof
My home has no handles
My home has no keys
If you're here to rob me
There's nothing to steal
A la maison
Dans ma maison
C’est là que j’ai peur
Home is not a harbour
Home home home
Is where it hurts
My home has no heart
My home has no veins
If you try to break in
It bleeds with no stains
My brain has no corridors
My walls have no skin
You can lose your life here

sábado, 10 de julho de 2010

Miranda

Deitou o corpo sobre uma colcha vermelha, o corpo esguio e branco. Sua coxa, levemente levantada como a cobrir o sexo nú. Tampou os olhos e disse:
__Você sabe que depois eu te matarei, não sabe?
__Sim.
__Então...Por quê insiste em se deitar comigo?
__Porque eu amo você. Porque eu sei que sou o único que te amou e que teve coragem para demonstrar. Justamente porque eu te amo eu quero que você sinta como é ser amada, mesmo que isso me custe a vida.
__Por que?- Disse com lágrimas nos olhos.
Seus cabelos loiros caidos sobre o rosto, cubrindo a vermelhidão de seus olhos, o rosado de sua boxexa, cobrindo as palavras que lutava para engolir.
__Porque eu quero. Eu simplesmente quero. Por que você se importa, eu estou pagando.
__Porque...-Quase dissera, mas um soluço repentido cortou suas palavrase a paralisou.- Porque...Nada...
Puxou seu amante e beijou-o nos lábios, abraçou-o, mordeu-o.
Deitaram-se então, durante algumas horas permaneceram juntos. Sabia que eram os ultimos momentos de vida de seu amante, e que como obrigação devia proporcionar-lhe o maior gozo que jamais tivera, portanto permaneceu com ele durante toda a noite.
De todos os sacríficios que fez para dar-lhe o prazer, o único que não pode fazer foi deixar de lamentar. Durante todas as horas, permaneceu a chorar, silenciosamente, com fios de lágrimas descendo peloas suas boxexas, agora brancas, agora tristes.
Dormiu em seus braços, beijando-o, acariciando-o mesmo em sonhos. Miranda sabia que cometia um erro, que não podia lamentar, que devia apenas gozar e cumprir seu dever...Miranda sabia, mas não podia resistir e cada vez mais encontrava formas de amar mais aquele homem.
Pois assim permaneceu a noite, lamentando, até o sono cair e fechar-lhe os olhos. Em sua cabeça permanecia junto ao seu amante, mas agora eram felizes. Se beijavam e se abraçavam sem nenhuma sombra por tráz, sorriam e se amavam...Um casal correndo pelos corredores de um casa, as mãos dadas, a mulher alta, com longos cabelos negros, pele queimada e olhos escuros. O rapaz esguio e loiro, de olhos verdes e pele branca, com boxexas rosadas pelo esforço de correr...Atravessavam portas e salas, sempre juntos...Mas então a mulher, morena e bonita, empurava seu companheiro de um precipício, empurrava-o simplesmente, e então voltava a ser loira, branca e triste.
Quando Miranda acordou, vestiu-se rapidamente, foi para o banheiro, lavou o rosto e respirou fundo. Puxou uma gaveta, de onde tirou uma grande faca, cinzenta, bonita, manchada...Voltou para a cama com a faca em suas mãos. Beijou o homem com quem dormira, beijou-o e ele acordou.
__Tente me impedir, me mate.-Pediu Miranda.
__Nunca.
__Me mate.Por favor.
__Não.
Então o homem tomou-a mais uma vez em seus braços, beijando-a de forma tão amorosa que fez com que Miranda rompesse em lágrimas. Separou-se de seu amante, recompôs-se, e ficou a tomar coragem.
__Acho que ja é hora.- Disse o homem complacente.
__Só mais alguns minutos, por favor.- Pediu Miranda.
__Sim.
Miranda então se despiu novamente, e deitou ao lado do homem, enterrou seu rosto no peito musculoso, abraçando-o. Permaneceu assim por alguns minutos, levantando-se então e beijando-o.
__Adeus, meu amor.- Disse o homem.
__Eu te amo.- Concluiu Miranda enterrando a lâmina no peito do homem a quem amava.
Beijou-o e permaneceu segurando sua mão até que morresse, ao seu lado. Quando o corpo já inerte e frio, Miranda levantou-se, vestiu-se e saiu.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Perfectment Juliân

Não é o mesmo Juliân dos outros posts, é só um nome coringa, que serve pra todos.



Meninos, enquanto jovem, tem ainda uma vaga déia do mundo...Este não tinha.
Aos quinze anos, estantes inteiras devoradas, página por página, letrinha por letra...
Aos quinze anos, fotografias e retratos tirados, discos e discos virados, mundos e mundos corridos.
Seus pais não ligavam muito para ele, nem ele para seus pais. Era uma relação direta e simples. Pai e mãe, em consenso, permitiam que seu filho viajasse durante férias e alguns períodos das aulas.
Não era lá muito inteligênte, academicamente falando, mas sabia das coisas.
Não sabia resolver uma simples equação de segundo grau, muito menos relacionar um ácido à sua base, quiçá o que era uma monocotiledônia. No entando, de olhos fechados e quase que sem pensar respondia perfeitamente à perguntas de história...
Revolução industrial, revolução francesa, russa, inglesa...Independencia das américas, primeira e segunda guerra...
Filosofia, no entanto, era seu campo preferido. Não era lá muito conhecedor de Platão, Aristóteles, Nietzsche, muito menos Lacân, mas sabia pensar.
Nunca lera um livro de Rousseau, e ainda assim sabia diferenciar um homem em seu estado natural de uma sociedade corrompida, como nem o próprio poderia.
Nunca se aprofundara em nada, mas sabia do que falava.
Passara uma ultima temporada de seis meses na Áustria, de onde saíra falando alemão fluentemente, de onde saíra sabendo tudo sobre Mozart, Maria Tereza e Elizabeth, a imperatriz.
Conhecera uma garota durante esse tempo. Ela se apaixonou por ele, ele não por ela. Juliân e Louise começaram a namorar, quatro meses juntos, nenhum sentimento sentia por Louise, a não ser amizade.
Juliân não podia entender o que havia de errado...Ele era extremamente aberto a sentimentos, sua maior ambição era um amor digno de Dumas...No entanto, nada sentia.
Era extremamente sincero com Louise, dizia sempre:
Je t'aime, mais comme une amie. Je peut pas t'aimer plus. Pardon.
Louise caía em choro, mas entendia. Sabia o que acontecia, sabia que ele a respeitava e queria estar com ela, só não entendia porque não podia ser amada.
Juliân, mais que ninguém, sofria com isso...Queria amar, perder a cabeça e se matar pelo menor olha de desprezo de sua amada, mas o que podia fazer, não amava ninguém.
Passou os quatro meses namorando Louise, amando-a coma amara seus amigos brasileiros, franceses, ingleses e espanhóis. Há muito já se conformara, mas o que podia fazer?
Quando Louise levou-o para o seu quarto, Juliân sabia o que ela queria, e disse:
Je ne veut pas. N'est pas pour moi, le contact sexuel...Pardon, mais...je sais pas, je...mérde!
Juliân só falava em francês com Louise, não por não saber alemão, como já disse ele estava fluente. Falava por preferencia de ambos.
Louise inquieta respondeu: Mèrde, faisse pour moi quelq'une chose. Je fais tout pour toi...Solement ça mèrde. Non, vais a ta maison. Pardon.
E era sempre assim, Juliân não estando disposto à dar a Louise seu amor e Louise irritada sempre sedia, não podia perdê-lo.
Juliân ao término da temporada voltou ao Brasil, continuou a devorar livros e páginas e letras e pontos.
Barry Lyndon, Manon Lescaut, Chevalier de la Maison Rouge, Trois Mosquetiers, Madame Bovarry, Dom Quixote...
Degustava notas e sons, e discos e cds.
Jane Birkin, Bowie, Barbra Streissand, Pink Floyd, New Order, Charlotte Gainsbourg, Camille, Cat Stevens, Animal Colect...
E assim passava seus períodos, seus dias e suas noites.
Durante três meses continuou a trocar cartas com Louise, quando foi passar algumas semanas no sul, antes de ir para a Polônia.
Lá, conheceu alguém, uma menininha de nove anos. Encantadora, Mírian...Foi o máximo que Juliân havia sentido por alguém. Tão Platônico, tão rousseauniano...Adorava gastar as tardes lendo livretos para ela, tocando violão para ela, dançando com ela, brincando com ela, correndo com ela, divertindo ela, rindo com ela...
Teve que partir, não sem o bolso cheio de fotografias...Foi o máximo que sentiu por alguém...Era amor, como o descrito em La Nouvelle Heloise.
Em Cracóvia, costumava a se comunicar em alemão, e no fim de seis meses, o polonês já era para ele como o espanhol. Gostava de passar as tardes na praça, ouvindo o guarda tocar seu trompete do alto da torre da igreja logo após a cada badalar do sino. Conheceu Mitriev, com quem passava dias e noites em companhia, seja bebendo um trago, fumando outro, lendo algo, ou mesmo assistindo.
Tornaram-se extremamente apegados, como nenhum outro amigo. Mitriev era apaixonado por Nadja, que por sua vez o correspondia. Ainda não haviam começado a namorar, mas sabiam o que aconteceria.Juliân assistia a tudo isso de perto, sabia o que acontecia dos dois lados, o que sentiam os dois apaixonados, e invejava. Longas foram as noites em que passara chorando, invejando Mitriev, sentindo-se só e ansiando por alguém.
Sua partida da Polônia foi brusca, resolvou ir de volta para a França, que afinal era logo alí. Matriculou-se em um linceu qualquer, estando sempre à Rive Droit, na case de Sèrge e Blondine.
Voltou a frequentar Montmartre, voltou a passear pelo Louvre, Versailles e Borgogne.
Quase perfeito, este era Juliân. O único defeito era não amar...Defeito? De forma alguma, apenas isso o possibilitava de partir e não sofrer. Nascerá para nunca restér lá. Jamais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Pedro Paiva

parece que alguma coisa está acontecendo, algo bom...mas nao quero falar!
SORTE!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

VAMO LA

nao sei oque esta acontecendo, nao quero escrever, nao posso simplesmente sair falando, mas na ogosto muito nao.
saudades dos velhos tempos, era tao melhor antes.
acho que era mais pratico, tipo, menos preocupaçoes, agora vem emprego, escola, vida e tudo...
vaamos la!

quinta-feira, 25 de março de 2010

não muito bem.

"Não sei".
Foi a simples frase que Juliân formulou enquanto pensava sobre o que seria daquele momento em diante.
Considerou todo o seu mundo, suas vontades, sua realidade, seus motivos, e então chegou à simples conclusão.
Juliân, há tempos, sentia-se triste, em verdade não triste, apenas inerte.
Como um basta às suas conclusões e pensamentos, levantou-se de sua cama e rumou para a cozinha, onde tomou alguns compridos. Comprimidos os quais o distraíam, e sem os quais raramente passava. Tomou alguns goles de água, e saiu para a rua.
Andou por algum tempo, e decidiu por parar em uma esquina qualquer, onde voltou a pensar.
Todas as mudanças pelas quais passara, todas as resoluções.
Todos ao seu redor estranharam. Sua mãe passara dias chorando, pois não compreendia porque seu pequeno filho não falava mais. Seus amigos estranharam o fato Juliân estar cada vez mais magro e abatido. Ninguém mais se encontrava confortável. Todos estavam preocupados, e apenas Juliân se mantinha impassível.
Juliân se resolvera por calar, porque assim não precisaria mais pensar. Essa exclusão era, para ele, como uma forma de se manter inatingível, e embora todos estivessem descontentes com essa resolução, Juliân se mantinha resolvido por continuar calado.
Durante o tempo em que permaneceu sentado na esquina, já escura, Juliân resolveu finalmente pensar, e até começou a falar. Sentia-se cada vez pior, não podia mais controlar, começara a remoer as causas, agora teria de enfrentar a dor e terminar de contá-las.
E era assim, sempre assim, a dor imensa que Juliân sentia fazia com que cada vez mais se calasse... Era seu refúgio, pois enquanto não falava, não precisava pensar... Não precisava conceituar. Era mais fácil. Juliân preferia encontrar-se inerte e silencioso, morto, a encontrar-se triste, vulnerável.

--Quando voltar, eu digo o que aconteceu com Juliân. Por certo tempo, ausento-me.
Como disse, estou escrevendo cada vez pior, motivo suficiente para esquecer blog.
Tchau.=-)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Pedro chegando.

Parece que reencontro um Pedro antigo...Ele se parece muito comigo, mas não é como deveria.
Ele é triste.

Ando meio assim, embora para algumas pessoas não paressa...Ando realmente triste.
Minha situação anda meio estranha, porque coisas que tinha resolvido voltaram de forma diferente, e agora me fode tudo.
Preciso de um tempo, só meu...Preciso de inconsciencia.
Não aguento mais, em verdade, estar ciente do que acontece...Preciso, por alguns instantes, perder os sentidos, a cabeça.
Acho que é mais fácil encarar assim, se abstrair.

Ando desistindo de tudo. Desisti do teatro, desisti de aprender violino, parei de desenhar, parei de escrever (meus textos estão cada vez piores, entao desisto). Desisti de tudo, acho que no momento é melhor viver assim ao Deus dará.

Pedro se fecha em uma bolha.

Isso me cança, na verdade estou no bico do corvo, again!
Relacionamentos, machucam. Então por que corro atraz?
Por que sou idiota!
Eu tinha aprendido a não e vincular a pessoas, e de repende encontramos Pedro assim.
Idiota.

Tento ser chato, cada vez mais.
Tento ser quieto, cada vez mais.
Tento ignorar, cada vez mais.
Tento calar, cada vez mais.
Mas depois de construir uma base boa o suficiente para me fechar, eu vou lá e destruo ela.
Decide, menino!

Idiota.

Na verdae, agora é oficial.
PAREI DE:
1comer
2falar
3chorar

méta para 2010.
Iris se irritaria, porcamente.

Pois é, temos agora um novo Pedro. Garoto mecânico....mecânico não, inerte.

Passo então por um período de transição. E uma de minhas ultimas frases é:
Adeus..Se tudo der certo, não sentirei falta de ninguém. Boa noite.

Como eu posso ser tão imaturo?
Eu sou egoísta.
finjo ser...